O tratamento da síndrome da bexiga hiperativa (BH) deve ser duplo. No processo terapêutico, tanto a modificação do estilo de vida quanto o manejo farmacológico devem ser levados em consideração. As causas da OAB não são totalmente claras. No entanto, sabe-se que a doença pode ser o resultado de muitos processos patológicos. Isso significa que a farmacoterapia deve ser adaptada individualmente às necessidades de cada paciente.

O tratamento da síndrome da bexiga hiperativa (BH)não é nada simples. Atualmente, não existe um medicamento ideal que possa ser usado em todas as pessoas com BH.Bexiga hiperativaé uma doença crônica que pode ser efetivamente controlada com terapia racional com medicamentos modernos. A terapia correta deve durar o suficiente e ser aceitável para o paciente, ou seja, os efeitos colaterais não devem ser mais onerosos do que a própria doença (os efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, distúrbios visuais, distúrbios gastrointestinais, processos cognitivos prejudicados, dores de cabeça, problemas cardíacos distúrbios do ritmo, retenção de urina, agravamento dos sintomas da úlcera péptica). A suscetibilidade à ocorrência de efeitos colaterais depende das predisposições individuais, portanto, os pacientes devem ter acesso a muitas substâncias medicinais.

Tratamento da bexiga hiperativa: modificação do estilo de vida

O tratamento inicia-se com a implementação da terapia minimamente invasiva, ou seja, modificação do estilo de vida. Recomenda-se a introdução de exercícios do assoalho pélvico (Kegel) para reduzir a urgência e implementar a terapia comportamental:

  • treinamento da bexiga urinando em intervalos regulares - a cada 3-4 horas (paciente
  • deve aumentar o intervalo entre as micções em 30 minutos em intervalos semanais), treinamento da bexiga
  • é recomendado para pessoas de todas as idades;
  • mantendo um diário miccional (medindo a frequência das micções, tempo e volume);
  • alterando a dieta, restringindo o consumo de bebidas cafeinadas, álcool, refrigerantes ou
  • adoçantes artificiais.

Tratamento farmacológico da bexiga hiperativa

Simultaneamente ou como etapa adicional do tratamento, recomenda-se a farmacoterapia, atualmente considerada o padrão ouro no tratamento da bexiga hiperativa. Atualmente recomendadomedicamentos são baseados em substâncias ativas como: oxibutinina, darifenacina, solifenacina, tolterodina, tróspio, fesoteradina.

A terapia pode ser complementada com outras substâncias coadjuvantes do tratamento, por exemplo, antidepressivos tricíclicos com imipramina, doxepina, estrogênios, drogas com atividade adrenérgica com tansulosina, doxazosina, drogas intravesicais com oxibutinina.

A principal limitação no uso de preparações anticolinérgicas no tratamento da BH são seus efeitos colaterais frequentes, um grande grupo de pacientes abandona a terapia após apenas alguns meses de seu uso. Portanto, o trabalho em novas substâncias medicinais mais eficazes e melhor toleradas está em andamento.

Para pessoas que não obtiveram sucesso nos métodos utilizados até o momento, também combinados (tratamento com vários métodos), o tratamento cirúrgico é recomendado.

Importante

Uma novidade no tratamento farmacológico da BH e atualmente a única alternativa aos anticolinérgicos é o mirabegrom, que é um antagonista do receptor beta-3-adrenérgico. Ensaios clínicos mostraram que esta droga tem um perfil de segurança relativamente alto e efeitos colaterais moderados. Também é altamente eficaz em pacientes que não responderam ao tratamento com medicamentos antimuscarínicos ou sofreram efeitos colaterais graves.

material de imprensa da Association of NTM People "UroConti"

Materiais de imprensa